CRISE DA HIGIENE EM SANTA LUZIA: Empresa "some" com 6 mil caixas de papel toalha e deixa escolas municipais no sufoco!
O fantasma do desabastecimento e da falta de higiene ronda as escolas municipais de Santa Luzia, em Minas Gerais. Um documento oficial publicado recentemente revelou um verdadeiro "sumiço" de insumos básicos que deveriam abastecer as instituições de ensino da região. A Secretaria Municipal de Educação notificou publicamente a empresa ABA MERCANTIL S/A pelo descumprimento gravíssimo de cinco ordens de fornecimento emitidas ainda em março deste ano.
O saldo do prejuízo logístico e educacional? 6.000 caixas de papel toalha evaporaram no prazo de entrega.
Onde está o respeito com o dinheiro público?
A contratação, fruto do Pregão Eletrônico nº 000023/2025 e da Ata de Registro de Preços nº 35/2026, previa o abastecimento imediato das escolas. No entanto, mais de dois meses se passaram desde a emissão das ordens de fornecimento (em 13 de março de 2026) e as entregas simplesmente não aconteceram.
O que mais assusta a comunidade escolar e os pais de alunos não é apenas o atraso, mas o silêncio ensurdecedor da empresa. Segundo o Secretário Municipal de Educação, Heverton Ferreira de Oliveira, a ABA MERCANTIL S/A sequer respondeu às notificações anteriores enviadas pela secretaria.
"Como explicar para milhares de crianças e profissionais da educação que o básico para lavar as mãos e manter a higiene na escola não chegou porque uma empresa privada ignorou o contrato?", questiona um internauta indignado nas redes sociais.
Ultimato e risco de punição pesada
Diante do descaso, a Prefeitura de Santa Luzia resolveu subir o tom. Através de uma Notificação por Publicação datada de 21 de maio de 2026, o Secretário deu um prazo improrrogável de 2 dias úteis para que a empresa apresente uma justificativa formal e uma previsão concreta de entrega.
Se a empresa ignorar o ultimato, as consequências jurídicas e financeiras serão pesadas, baseadas na nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021):
Abertura de processo administrativo para apuração de responsabilidade;
Aplicação de sanções e multas severas;
Cancelamento imediato da Ata de Registro de Preços;
Convocação do cadastro de reserva para tentar salvar o ano letivo do desabastecimento.
Enquanto o prazo corre, a pergunta que fica no ar em Santa Luzia é: até quando a burocracia e a falta de compromisso de fornecedores vão afetar o dia a dia e a saúde das nossas crianças nas escolas?
O espaço está aberto para que a ABA MERCANTIL S/A se manifeste.

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