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Exclusivo: A Dança das cadeiras na saúde e educação de Santa Luzia

 


Ao analisar as Portarias nº 26.657, 26.658 e 26.659 da Prefeitura de Santa Luzia, assinadas pelo prefeito Paulo Henrique Paulino e Silva, alguns pontos saltam aos olhos sob a ótica do jornalismo investigativo e da fiscalização pública:

O "Discurso Pronto" vs. Realidade: Todas as portarias trazem o texto padrão justificando as nomeações devido à "necessidade imperiosa de se admitir de forma legal, transparente e idônea servidores". No entanto, o uso massivo de cargos comissionados (de livre nomeação e exoneração, sem concurso público) sempre caminha no fio da navalha da verdadeira "transparência" e "idoneidade", abrindo margem para questionamentos sobre critérios políticos em detrimento dos técnicos.

O Efeito Retroativo (Portaria 26.657): A nomeação de Paula das Graças Leal dos Santos como Vice-Diretora Escolar II foi assinada em 26 de maio, mas retroage seus efeitos a 19 de maio. Por que ela trabalhou uma semana sem portaria publicada? Esse "remendo" retroativo é legal, mas administrativamente polêmico.

A "Dança das Cadeiras" na Saúde (Portarias 26.658 e 26.659): É aqui que mora a maior polêmica. Temos um rearranjo nítido na gestão da saúde municipal:

- Vitor Daniel Morais Dias deixa de ser Supervisor de Campo e assume a Coordenadoria da UPA São Benedito.

- Para Vitor entrar na UPA São Benedito, Bezaleel Antonio dos Santos Junior foi exonerado de lá.

- Mas Bezaleel não ficou desamparado: foi imediatamente nomeado para coordenar o Hospital Municipal Madalena Parrillo Calixto.

A Pergunta de Milhões: Essas mudanças estratégicas na liderança da UPA e do Hospital Municipal — dois pilares caóticos e sensíveis da saúde pública — respondem a critérios de eficiência técnica ou são acomodações políticas? Por que tirar um gestor de um hospital e jogá-lo para outro no mesmo dia?



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