Rede de Padarias que atua em Santa Luzia é alvo de operação policial contra furto de energia elétrica
Uma famosa rede de padarias foi alvo de uma operação contra furto de energia elétrica e, no total, seis estabelecimentos foram flagrados com ligações irregulares, popularmente conhecidos como "gatos".
A ação, realizada na última terça-feira (19) pela Cemig e pela Polícia Civil, vistoriou e encontrou indícios de fraudes em padarias de Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará e Santa Luzia.
Em todos os casos, houve condução de algum responsável do estabelecimento para prestar esclarecimento para a polícia. De acordo com a Cemig, os medidores de energia com sinalização de irregularidades foram fotografados, registrados e retirados. "Os equipamentos foram lacrados e enviados para laboratório, onde passarão por avaliação, conforme determina a Resolução 414/2010 da Aneel", explicou a companhia.
Caso o furto seja comprovado pela perícia e análise laboratorial, os responsáveis deverão ressarcir a Cemig pelo prejuízo. Até o fim do ano, outras ações do tipo devem ser realizadas para combater fraudes, retirar irregularidades e evitar acidentes com a rede elétrica.
Furtar energia é crime passível de prisão, conforme ressaltou o engenheiro de proteção da Cemig Gabriel Linhares. “Essa prática é um crime previsto no Código Penal no artigo 155, que estipula multa e pena de até 8 anos de reclusão. Além desse artigo (155), alguns juízes enquadram esse crime no artigo 171, que trata do estelionato”, afirma.
Além da responsabilização penal, quem pratica irregularidade deverá ressarcir à distribuidora toda a energia furtada e não faturada, de forma retroativa e pagar um custo administrativo que pode chegar a quase R$ 4.400.
Prejuízo milionário
Somente nos sete primeiros meses deste ano, a Cemig fez cerca de 300 mil inspeções para tentar localizar "gatos". Por ano, o furto de energia causa prejuízo de R$ 400 milhões, valor que é repartido entre distribuidora e consumidores regulares. “O prejuízo é compartilhado entre a Cemig e a comunidade. É como se fosse um condomínio com dez moradores, e um deles não pagasse corretamente. A taxa ficaria mais alta para os nove que pagam corretamente", explicou o engenheiro de Proteção da Cemig Gabriel Linhares.
Conforme ele, tarifa dos consumidores mineiros poderia ser mais barata se não houvesse ligações irregulares e clandestinas. "Além das perdas financeiras, esse delito causa transtornos à população, pois sobrecarrega a rede de distribuição, compromete a qualidade do fornecimento de energia da região onde ela está localizada e ainda ameaça a segurança da vizinhança. Daí a importância para a sociedade do trabalho conjunto da Polícia e da Cemig”, alerta.
As ligações irregulares também colocam em risco a segurança da população, já que podem provocar acidentes com a rede elétrica, com consequências graves e até fatais. Além disso, essa prática traz impactos na qualidade da energia no sistema elétrico, podendo causar interrupções no fornecimento para clientes regulares, incêndios e queima de aparelhos e equipamentos.
“Os principais objetivos das operações com apoio da polícia civil são minimizar o prejuízo repartido entre clientes regulares e a Cemig, além de conscientizar a população em relação ao furto de energia e seus impactos para toda sociedade. O foco é intensificar a detecção e regularização de unidades consumidoras com irregularidades na medição de energia e conduzir os responsáveis para a delegacia da Polícia Civil”, explica Gabriel Linhares.
Fonte: O Tempo
Video: R7



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