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Funcionário de lanchonete sofre racismo e injúria racial em Campina Grande

Uma lanchonete de Campina Grande (PB) resolveu tornar público um caso de racismo contra um de seus funcionários. Na última terça-feira, 8, uma cliente resolveu “reclamar” através  de uma mensagem enviada por Whatsapp por ter sido atendida por um negro.

De acordo com reportagem do site T5, o texto, que aparentemente foi escrito por uma mulher, diz que o jovem foi educado, mas a “pele escura” do rapaz “mancha a imagem” do estabelecimento.




“Então, fui atendida por um rapaz de pele escura hoje, com minha família. Eu acho que uma lanchonete do seu porte não deveria admitir isso. Isso é ruim, mancha a imagem da sua lanchonete. Não é questão de racismo, é só que não sou obrigada a ser atendida por um negro. Foi até um rapaz educado conosco, mas a cor dele não se nega, entende? O que incomoda é a questão de ser atendida por ele mesmo, isso desrespeita meu lugar e da minha família. Acho que cada um tem que se por no devido lugar, o atendente no dele”, escreveu a suposta cliente.

Em entrevista à rádio CBN, a proprietária contou que inicialmente pensou em poupar o funcionário vítima das ofensas racistas, mas, depois percebeu que o certo seria não deixar passar o caso batido.

“Primeiro porque racismo é inaceitável, e segundo porque essa pessoa, se não fosse com ele, faria isso em outro lugar e com outra pessoa, então, a gente não poderia deixar isso passar impune”, disse.

A proprietária do estabelecimento chegou a rebater a mulher, mas resolveu procurar a delegacia para denunciar o crime de racismo.

Ela registrou um boletim de ocorrência na 6ª Delegacia Distrital da cidade.

Racismo é crime. Denuncie!

Episódios de racismo, infelizmente, ainda são muito comuns no Brasil. Uma forma de conter o avanço do racismo é sempre denunciar o agressor. Afinal, racismo é crime previsto pela Lei 7.716/89.



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