Eu precisei ir à UPA São Benedito. Até aí, parecia só mais um dia. Mas, enquanto esperava minha vez, comecei a prestar atenção nas pessoas ao meu redor.
De umas 50 pessoas na fila de espera, pelo menos 30 estavam ali pelo mesmo motivo que eu: crises profundas de ansiedade e estresse.
Não eram só adultos cansados. Tinha idosos trêmulos, crianças assustadas e pessoas que — assim como eu — nunca tinham sentido aquilo na vida. Crises intensas, falta de ar, dores no corpo tão fortes que pareciam algo físico grave. A dor da mente reflete no corpo todo.
Conversando com o profissional de saúde que me atendeu, ele me disse algo que virou uma chave na minha cabeça: estamos pifando. 🧠💥
A nossa rotina virou um veneno silencioso. É a tela acesa até de madrugada, o excesso de telas nos jogos, as explosões de raiva acumulada, o trabalho sem fim, o sono picado, a falta de exercício e a comida rápida. Nosso cérebro simplesmente não foi feito para suportar essa carga sem parar. Transformamos a nossa vida em uma fábrica de doentes.
Eu saí de lá com uma certeza: precisamos parar de empurrar a saúde mental com a barriga.
Exames periódicos, acompanhamento médico e terapêutico não são luxo, são sobrevivência. É mil vezes melhor parar hoje para se cuidar do que passar o resto da vida dependendo de remédios para conseguir respirar em paz.
Se você está lendo isso agora e sentiu aquele aperto no peito... saiba que você não está sozinho. A sua mente está pedindo socorro, e tá tudo bem pedir ajuda. ❤️🩹
💬 Você também tem sentido esse peso ultimamente ou conhece alguém que está passando por isso? Deixe seu relato nos comentários.
📌 Salve este post para se lembrar de desacelerar hoje e compartilhe com quem precisa desse abraço em forma de texto.

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